quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vida que explode


Júnior Landim

E pensar que um dia fostes miúda. Quase invisível. Passaste bom tempo abaixo da superfície, trabalhando em silêncio, uma meditação oculta aos olhos. Onde água, terra, ar e fogo (este vindo do Sol) também trabalhavam em sincronia e silêncio para sua alma pudesse encarnar.

Minha mente ferve tentando imaginar quantas décadas levaste até atingir a maturidade. Quantas mudanças ao redor testemunhaste nessa jornada. Te conheci agora e me encantei com tua beleza natural e generosidade. E continua em silêncio. Quanta sabedoria!

Fazer tanto por tantos, sem emitir ruído algum ou esperar alguma retribuição ou honraria. Muitos passam por ti, de forma inconsciente, pois não conseguem visualizar sua base e, para lhe perceberem, teriam que olhar para o alto.

Em tempos de respirar com ajuda de aparelhos (celulares), poucos o fazem. De onde estou a te observar, percebo que é morada de inúmeras famílias que encantam a vizinhança com suas músicas singelas.

Ainda não sei seu nome, mas vou descobrir e, em breve, irei embora e levarei esse ensinamento que me deras. Silêncio e perseverança para cumprir nossa missão, mesmo que a pessoa que repouse sobre suas sombras não perceba que és tu que a refresca.

Grande árvore é a vida que explode sem dar um ruído.

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