domingo, 13 de setembro de 2015

Silencioso domínio



Betty Watanabe

Ele chega... Silencioso, ou pela compra, de troca ou raramente como presente. É a febre do momento, você não precisa falar, nem escrever muito, pois ele faz tudo. Precisa sim, ter habilidades nos dedos.

Ele acorda você e com você, é o seu primeiro bom dia, passa o dia inteiro com você e ainda dorme ao seu lado, quando lhe faz companhia por altas horas da madrugada. É incrível, como para muitos, é imprescindível. Acompanha as pessoas em todos os lugares e momentos.

Acredito que você, como eu, já entrou numa loja e os vendedores estavam distraídos com eles em suas mãos. Nas ruas caminhando ou até na praia, é raro você ver alguém que não o tem nas mãos. A todo momento, selfie de tudo...

E quando ele toca, em lugares silenciosos ou públicos, e o indivíduo começa a falar alto e não se toca? Aliás, o que falar das variedades dos toques, um mais sensacionalista do que o outro?

Já presenciei em palestra a pessoa atendê-lo e sem nenhum constrangimento responder ao chamado, mesmo sendo fulminado pelos olhares presentes. E os acidentes que causa, quando motoristas se distraem em atendê-los, sem falar das muitas mortes.

São muitas as estórias e causos, sobre o tal. Oh!... O meu está tocando, com licença, tenho que atender meu celular.

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