terça-feira, 1 de abril de 2014

Nova York


Broadway, local onde se multiplicam os musicais

Zuleica Maria O.A.Batista

Com o número do meu convite de um jantar beneficente, tive a sorte de ser sorteada com uma passagem para Nova York com direito a um acompanhante. Lógico que o escolhido foi meu marido. Programamo-nos e resolvemos ir em dezembro. Escolhemos esse mês com o propósito de pegar neve.

Embarcamos rumo à Big Apple. Nossa!!! Quando o avião sobrevoou a Ilha de Manhattan, tivemos uma visão magnífica. A estátua da Liberdade toda coberta de neve. Deslumbrante! Estava vendo neve pela primeira vez.

Já instalados no hotel, resolvemos descansar um pouco, pois durante a viagem não conseguimos descansar, acho que foi a ansiedade.

Foi quando ouvimos um som diferenciado, e muito estridente. Era o alarme de incêndio. Parecia uma cigarra cantando. Saímos tão apressados que meu marido deixou cair sua bengala no chão de madeira. Resgatada a bengala, continuamos nossa descida. Eram pessoas de todos os tipos e idades descendo as escadas, todos muito assustados e apavorados.

Chegando ao hall de entrada do hotel, cruzamos com a turma dos bombeiros. A ordem era que todos hóspedes fossem lá para fora. E continuava a nevar. Muito nervosa, dei uma de turista louca, ali na rua mesmo, mergulhei na neve e aí começou uma guerra de neve entre os hóspedes. Parece impossível imaginar tão frenética situação. Mas é verdade.

Depois de toda a confusão controlada, ficamos sabendo que foi óleo quente numa frigideira e mais uns papéis rasgados ao lado do fogão que provocaram o princípio de incêndio. Felizmente, nada grave, sobrevivemos ao fogo e também à neve.

Depois do susto, mais calmos e já de volta ao apartamento, meu marido providenciou copos com gelo e um whisky para relaxarmos. Foi aí que pude observar a decoração do apartamento. Em um canto, perto da janela, havia uma árvore de Natal feita de galhos partidos pintados de branco, enfeitados com instrumentos musicais. Muito original. Na cabeceira da cama, tinha um quadro com a pintura de um cavalo galopante. Lógico que não se compara às grandiosas obras de arte vista nos museus que visitamos.

Meu marido e eu passamos dias de encantamentos e enlouquecidos com tantas tentações. As vitrines foram atrações à parte. Estouramos o limite do cartão de crédito. Passeando pelas avenidas e ruas, deixamos a marca de nossos passos na neve.

Claro, não podemos falar de Nova Iorque sem citar da Broadway, tamanha são as opções de espetáculos. Conseguimos assistir a três musicais.

Quero deixar registrado que tudo isso aconteceu um ano antes daquela trágica terça-feira de 11 de setembro/2001, quando as torres gêmeas (World Trade Center) foram destruídas.

Sonho voltar novamente à Nova Iorque, mas durante o verão.

04/04/11


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