quarta-feira, 12 de março de 2014

Há coisas que nunca mudam




Zuleica Maria O.A.Batista

Entre várias COISAS QUE NUNCA MUDAM, vou incluir o passado, que é uma narrativa, dividida numa ordem cronológica, desde o nascimento até a morte e o enterro.

O passado e a História da Humanidade, nem com a influência da natureza (terremoto, vulcão, água, vento, sol, etc.), mudarão. Pode-se atravessar o oceano, e o passado continuará sendo único, independentemente das maldades dos “seres humanos”.

Individualmente, com o passar dos anos e com a memória fraca, nosso passado vai ficando obscuro. Mas, em geral, surgem com clareza, quando limpando uma gaveta, encontramos fotografias antigas, cartas, recortes de jornal com textos e imagens que foram guardados por algum motivo que na época nos interessava.

Nesses guardados, descobrimos coisas agradáveis, outras nem tanto e até aquelas que nos fazem mal. E muitas vezes é aí que nos deparamos com nossos demônios e também nossa linha de descendência.

A verdade é que, ao testemunhar todos esses achados, a memória volta com lembranças que podem acrescentar detalhes enriquecedores. São informações fascinantes com lembranças que a vida impõe e nossa história revela.

Às vezes, faltam algumas peças, mas vamos relembrando e devagarzinho volta à nossa mente aquele filme já visto, ampliando imagens de nossa história de vida. Tornamos-nos equilibristas num roteiro aonde vão surgindo as perdas, ganhos e danos.

Quando falo de passado, não é somente o passado individual. A História da Humanidade está recheada de fatos incontestáveis e brutais que, infelizmente, é passado e não podemos mudar.

Superficialmente, citarei apenas três:

— II Guerra – Os judeus como vítimas do horroroso Holocausto.

— Bomba Atômica em Hiroshima.

— A ditadura nos governos militares (1964-85), aqui no Brasil.

São acontecimentos passados na história/geografia que, infelizmente, não tem como negar, apagar, rasgar ou mesmo reescrever. É como uma “caixa preta” que, um dia encontrada e aberta, vamos colhendo os pedaços e montando o grande quebra-cabeça. E uma vez descortinado e investigado, descobre-se a verdade, não adianta esconder.

Há passados com camadas recheadas de tamanha complexidade que, quando remexidos, ficamos paralisados pelo impacto já vivido.

É um legado deixado pelos antepassados para juntar com a nova geração de descendentes, formando a espinha dorsal do DNA biográfico de cada pessoa. O passado é um fato incontestável.

Agosto/2012

Um comentário:

Luís Alavro disse...

Marcão, dos que vc publicou, este é sem dúvida o melhor. Que texto!!!!
abç
"parmerista de Juquiá"