terça-feira, 12 de novembro de 2013

Livro conta a vida de pessoas com doenças incuráveis

A obra foi publicada pela norte-americana Amazon

Discutir a possibilidade da morte é um tabu presente em inúmeras culturas. Rituais servem para aliviar o temor, mas também para amenizar as dores de quem poderá partir em breve. Numa sociedade que se alimenta do rejuvenescimento e da beleza, falar abertamente sobre doenças incuráveis representa uma barreira para muitas pessoas, inclusive médicos. 

As jornalistas Beth Soares e Jéssika Nobre conseguiram saltar este muro de silêncio e contar a vida de quatro mulheres da Baixada Santista. Em comum entre elas, enfermidades que podem apenas ser tratadas, jamais curadas, e o desejo imenso de viver.

Destas histórias nasceu Até o Fim, livro-reportagem publicado em edição independente, por meio da norte-americana Amazon. Beth Soares e Jéssika Nobre conviveram com as donas de casa Eguimar Mendes, Silvia Gonçalves, Sandra Coutinho e a veterinária Fabíola Perroni, além dos familiares delas.

Das quatro mulheres, uma delas, infelizmente, faleceu antes da publicação do livro. No entanto, todas sempre encararam doenças incuráveis com bom-humor e se negaram a assumir o confortável papel de vítima.

O livro Até o Fim também traz a experiência dos médicos Franklin Rodrigues, Ricardo Tavares e Ana Claudia Arantes que, ao abordarem o tema cuidados paliativos, tiveram que vencer o preconceito e a descrença, e hoje realizam trabalhos de sucesso.

A obra é originalmente um Trabalho de Conclusão de Curso de graduação em Jornalismo, pela Universidade Santa Cecília, em Santos (SP). O trabalho levou um ano para ser escrito, recebeu nota máxima, com publicação sugerida pela banca avaliadora.

Até o Fim teve apoio de três jornalistas: André Rittes, como orientador, Marcus Vinicius Batista, como revisor, e André Azenha, autor do Prefácio da obra.

O livro pode ser comprado pela internet, no endereço eletrônico Create Space.


Um comentário:

Daniel Simonian disse...

Felizes são os animais irracionais que não sabem que um dia vão morrer. Carregar essa certeza nas costas é foda mesmo!

Que legal! Parabéns por participar desse livro, Marcão!
Grande abraço!