segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Entre os grandes

Bruno Soares, um dos duplistas brasileiros

Por Natássia Massote*

Enfim, o Brasil volta a elite do tênis mundial após derrotar a Rússia pela Copa Davis neste final de semana. Os brasileiros carimbaram o retorno, depois de nove anos, ao vencerem o jogo de duplas. Mesmo já classificados, os tenistas não deram chance aos russos e ganharam os cinco confrontos.

Na sexta-feira, Rogério Dutra Silva marcou o primeiro ponto ao vencer Igor Andreev. O russo abandonou a partida com problemas físicos enquanto Rogerinho liderava o placar por 6-2/6-1. Na sequência, foi a vez de Thomaz Bellucci confirmar o favoritismo e derrotar Teymuraz Gabashvili por 6/3 4/6 6/0 7/6 (7/4).

No sábado, o time brasileiro garantiu a classificação para o Grupo Mundial com a vitória da dupla Marcelo Melo e Bruno Soares, que estão bem entrosados. Os tenistas brasileiros venceram Alex Bogomolov Jr. e Teymuraz Gabashvili por 3 sets a 0 (e 7/5 6/2 7/6 (9/7).

Já no domingo, mesmo sem maiores obrigações, o Brasil não deu chance a Rússia. Thomaz Bellucci e Rogerinho venceram e a equipe terminou invicta, uma esmagadora revanche sobre os russos, responsáveis pela eliminação do Brasil no ano passado.

Com um time desconhecido, reflexo da atual entresafra, a Rússia não resistiu ao saibro lento e ao calor, características muito bem conhecidas pelos brasileiros. Mesmo com o privilégio de jogar em casa, o Brasil já havia mostrado sua capacidade ao chegar muito perto da vitória em 2011. Na época, eram os russos que jogavam em condições favoráveis: contavam com Youzhny em casa e na quadra rápida coberta. Quando a situação se inverteu, a Rússia não ofereceu resistência à equipe brasileira, e não marcou sequer um ponto. Todos os méritos para time de João Zwetsch.

O Brasil agora aguarda o sorteio que definirá as chaves da Copa Davis em 2012. Embora não tenha time para se destacar, há possibilidade de permanecer no grupo. É preciso contar com a sorte e evitar os principais cabeças do torneio. Mesmo sendo impossível não enfrentar algum favorito pelo caminho, o Brasil tem chances contra outras equipes medianas e pode brigar com Cazaquistão, Áustria e Itália.

Há inúmeros fatores que alternam as possibilidades. Os adversários escalados, os pisos escolhidos e o país que recebe o confronto são determinantes. Entretanto, jogar contra alguns times em quaisquer condições encontram chances mínimas. Espanha, Argentina, República Tcheca, Sérvia ou Estados Unidos são amplamente favoritos.

De qualquer forma, a conquista do Brasil é uma vitória para o tênis nacional. O esporte, que já não é um dos mais incentivados do país, ainda vive nas sombras de Guga. A volta ao grupo Mundial mostra amadurecimento e evolução e destaca os pontos que precisam ser aprimorados. 

Lá em cima – A final da Copa Davis será entre Espanha e República Tcheca. Os espanhóis venceram os EUA enquanto os tchecos acabaram com o sonho argentino. A Espanha é a última campeã e o grande destaque da Davis nos últimos anos, mas a República Tcheca pode dar trabalho por ser mandante e pode contar com a ausência de Nadal, que se recupera de lesão.

* Natássia Massote é jornalista. 

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