quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Qual curso você veste?

Por Melody Bruni e Raquel Santos*

O que você pensa quando escolhe a roupa que vai para a Universidade? Admito que penso em algo bonito, mas que também seja confortável. Afinal, muitas vezes você vai ficar horas ouvindo os professores falarem e falarem. É claro que eu pensava que a maioria das pessoas também fazia isso, mas comecei a perceber a diferença como cada uma se comporta e se veste. Cheguei à conclusão de que há vários tipos na Universidade. Pode até ser estereótipo, mas sempre haverá do mais arrumadinho até os mais estranhos.

Para começar, as meninas de moda, aquelas que você sempre reconhece primeiro. São na maioria das vezes as mais ousadas. Não ousadas no estilo Geisy de ser, mas ousadas porque sabem o que devem usar e aproveitam isso ao máximo. Abusam das tendências e sabem chamar atenção, mesmo que estejam completamente vestidas da cabeça aos pés. Com certeza, se destacam no meio da multidão, mas pelos motivos certos.

Os homens em geral costumam se comportar sempre da mesma maneira, não importa o curso que façam. É claro que sempre tem aquele sem noção que vai todo largado e parece que saiu da cama direto para a aula. Mas na maioria das vezes eles seguem um padrão básico de camiseta, calça jeans, bermuda e, dependendo do tempo, um casaco. O que não consigo entender é o que leva alguns a viverem de bermuda o tempo todo, não importa o frio que esteja fazendo.

Mas apesar de tudo existem exceções nos homens também. Há sempre aqueles super modernos, que gostam de coisas diferentes e que sabem seguir a moda e criar o seu próprio estilo. É claro que esse tipo, na maioria das vezes, é tachado de gay, mas isso já é outra história.

Educação Física? Afinal quando se tem que usar o uniforme, não há muita coisa que se possa fazer para se destacar. Porque é obvio que você reconhece facilmente alguém que faça parte desse grupo. Agora outro tipo que pode ser facilmente reconhecido assim como os de Educação Física são os que vamos chamar carinhosamente de os branquinhos, sim as pessoas de Fisioterapia, Odontologia, Biologia, Medicina. Esses costumam estar sempre com calça jeans e camiseta, mas sempre de branco, é claro.

Sinto que agora é a hora, talvez o meu grupo favorito. Sabe aquelas pessoas que acham que sabem tudo de moda, mas não sabem nada? Sim, chegou a hora das exageradas. Acho incrível como elas se vestem. Sempre tem aquela garota que chega à faculdade, sábado de manhã, com um salto de quase 20 centímetros. Ela nem consegue andar direito, e toda trabalhada no rosa, e quando eu digo TODA trabalhada, é aquela que resolveu combinar desde a presilha de cabelo até o sapato, sim essas garotas existem...

Na maioria das vezes a categoria dos exagerados é composta por 99% de mulheres, mas sempre tem aquele ser que acha que só porque ele é moderno pode sair por aí misturando xadrez com bolinha e onça. Também não devemos esquecer as maquiagens espalhafatosas de algumas pessoas; sim, adoro maquiagem, mas será mesmo necessário fazer uma digna de casamento só para assistir duas aulas por dia? É, adoro os exagerados pelo fato de renderem boas risadas, mas o que eles precisam mesmo é só de um pouco de noção.

Agora sinto que posso ser um pouco puxa-saco; afinal, esse é o meu grupo de pessoas. São os nerds, mas não exatamente os nerds que você está acostumado. São os de Produção Multimídia. Se fossemos uma banda, seriamos o Restart; NÃO, não somos irritantes, mas assim como o Restart usa várias cores, nós fazemos várias coisas diferentes e isso acaba refletindo na forma como nos vestimos.

É fácil notar que nos tipos de Produção Multimídia há vários outros tipos. Tem os nerds de verdade que, na maioria das vezes, só precisam de uma bermuda e uma camiseta que já está suficiente; há as arrumadinhas, mas que não chegam perto de ser uma menina de moda, mas também não são exageradas. Há os esportistas, aqueles que colocam uma camiseta de time e resolvem toda a situação; há os bem simples, camiseta e calça jeans é seu uniforme; tem o estiloso que, às vezes, escorrega; tem o que está sempre com o mesmo tipo de camiseta e como em todo lugar tem aquele que pega a primeira coisa que vem na mão quando abre o armário.

Mas, mesmo com toda essa diferença, acho que concordamos em uma coisa quando se diz respeito à roupa — não ligamos para o que os outros pensam. Somos diferentes. Não estranhos, diferentes.

* Texto produzido na Oficina de Crônica, na disciplina Leitura e Produção de Textos, no curso de Produção Multimídia (UNISANTA)

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