quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A bicicleta e a faculdade

Por Lívia Barros

Há algum tempo venho me perguntando isso. Eu prefiro ir de carro, mas será que o estresse compensa? Apesar de estar confortável, conversando com meu namorado, que está dirigindo e ouvindo música, demoramos demais parados nos semáforos porque têm carros estacionados dos dois lados. A fila fica enorme.

Indo pela Avenida Pedro Lessa, o problema são os cruzamentos com a Rua Frei Vital e com o canal 4. O semáforo fecha umas três vezes antes de conseguirmos passar. Já na rua Oswaldo Cruz, são os semáforos com as ruas Bento de Abreu e Lobo Viana, quando o sinal finalmente fica verde tem um fretado, dois, três, fechando o cruzamento. Vejo muito mal motorista que buzina para você, sendo eles os errados.

Algumas vezes tive que ir de ônibus, mas só vejo desvantagens. Você gasta tempo esperando, dinheiro da condução, tempo no transito também e, no final, tem que andar do ponto até a faculdade. Uma vez, eu me atrasei um pouco, cheguei no ponto de ônibus pouco depois das 19h. Deu 20h e nada do meu ônibus. Para ajudar, eu estava debaixo de chuva.

Quando me dei conta da hora, pensei: eu tô aqui para não pegar chuva e, no final das contas, se eu tivesse ido a pé ia me molhar menos porque em meia hora estaria lá. Estou aqui há muito mais tempo em pé esperando e já perdi a aula. Desisti de assisti-la e voltei pra casa.

Vou a pé então? Não, também não compensa. Demora, você se cansa e se estressa com os maus motoristas do mesmo jeito.

Solução: saudável, não polui e é rápido. Do que estou falando? Bicicleta, claro! Também nos deparamos com maus motoristas, mas às 19h o trânsito é tão parado que nem corremos perigo.

Na primeira vez em que fui atropelada de bicicleta, foi de madrugada e a motorista estava bêbada. Na outra vez, foi num sábado de manhã por desatenção minha e da motorista. Só mulher nas histórias, mas tudo bem. Não foi grave em nenhuma das vezes.

Podemos ouvir musica no fone de ouvido e, se tivermos companhia, dá até pra conversar. Uma vez fui assaltada, estava eu e meu namorado em uma bicicleta. Vieram uns garotos de bicicleta também e nos abordaram, mas eles se deram mal porque a gente não tinha nada. Esse risco a gente corre em qualquer meio de transporte; não tem jeito.

Fora isso, pela expressão do agente da CET quando toquei no assunto, bicicleta não dá problema. Quando chego à faculdade, vejo tanto problema que me espanto. “De onde saiu tudo aquilo?” Não vemos no trânsito porque chegaram rapidinho.

Obs.: Texto produzido na Oficina Conto/Crônica - olhar e ver o (nosso) cotidiano, dentro da IV Semana de Produção Multimídia (Samba), da Universidade Santa Cecília, em Santos (SP).

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