segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Moça, tem um alien no seu rosto!



Por Pepi Katsuyami e Kitty Yoshioka

Algumas coisas não passam despercebidas... De verdade. Não tem como não ver. Uma questão de força maior e, de repente, você não consegue parar de olhar.

Monocelha, por exemplo. A palavra não existe no dicionário, mas a coisa em questão, sim. E como existe. Aquela junção de pêlos no meio do cenho que não faz parte da sobrancelha “normal” e também não faz parte de nenhum outro conjunto natural de pêlos que existem no corpo humano. Isso, para quem não sabe, define a palavra MONOCELHA.

Por falar em pêlos, você pode dizer que não, mas, no fundo, nós sabemos que também repara neles. Aquele fio saindo do nariz do amigo do seu avô, que faz questão de tentar puxar na sua frente. Ou saindo do ouvido um tufo ENORME e grisalho e, às vezes, acobreado (devido ao acúmulo de secreção de cera proveniente das glândulas sebáceas situadas no canal auditivo).

Não são piores que aquele “caminho” na barriga das moças mais descuidadas. Levantam o braço para pegar algo e você acompanha aquela linha do umbigo até... Sei lá, imagine você até onde vai. Sem contar o buço que, às vezes de tão visível, vira BIGODE. E um bigode digno de Freddie Mercury.

Agora, a coisa que mais chama a nossa, a sua, a atenção de todos... Aquela asquerosa, nojenta, horrível e agonizante PINTA que fica, geralmente, no rosto da sua tia-avó. É a mesma tia-avó que tem mania de apertar as suas bochechas e que, quando vai te abraçar nas festas de final de ano, esfrega a tal bolota facial em seu rosto. Essa mesma bolota que, também na maioria das vezes, conta com uma cobertura aveludada de pêlos.

Todas essas coisas são como imãs para o nosso olhar. Poderíamos sugerir mais uma lista enorme de “aliens do corpo humano” que você certamente repara (e, se não repara, passará a reparar). Mas não iremos fazer isso. É muita maldade. A hora do almoço se aproxima e não queremos perder o apetite.

Se você, por ventura, possuir algum desses itens grotescos citados acima, não se ofenda. As pessoas reparam, e ponto. Se não quer que reparem, retire-os e seja feliz.

Obs.: Texto produzido na Oficina Conto/Crônica - olhar e ver o (nosso) cotidiano, dentro da IV Semana de Produção Multimídia (Samba), da Universidade Santa Cecília, em Santos (SP).

Ilustração: Kitty Yoshioka

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